Planejar uma viagem é uma delícia: escolher o destino, arrumar as malas, separar os looks. Mas para quem tem Diabetes Tipo 1, existe um passageiro VIP que exige atenção redobrada antes mesmo de sair de casa: a Dona Insulina.
Ela é a nossa vida, nosso "ouro líquido", mas vamos combinar: ela é fresca. Não gosta de muito calor, detesta congelar e se ficar muito tempo fora da temperatura ideal, ela simplesmente "pede demissão" – para de fazer efeito.
E o pior pesadelo do DM1 em férias é chegar no destino, aplicar a insulina para aquele almoço especial e... nada acontecer. O medo de usar insulina "estragada" (que muitas vezes parece normal a olho nu) é real e perigoso.
O erro clássico do viajante iniciante
Muita gente ainda tenta viajar com a insulina enrolada em toalhas úmidas, dentro de caixas de isopor gigantescas ou, pior, solta na bolsa de mão pegando o calor da praia. Além de trabalhoso, o gelo comum pode congelar a insulina (o que também a inutiliza!) e depois derrete, molhando tudo. Um caos.
A liberdade cabe na bolsa
Viajar com DM1 não precisa ser uma operação de guerra. O segredo para curtir a praia no Nordeste ou o verão na Europa sem neura está na tecnologia de resfriamento inteligente.
Hoje, a salvação são as carteiras e estojos térmicos que não precisam de gelo ou eletricidade. Eles usam tecnologias de evaporação (ativadas apenas com água da torneira) que mantêm a temperatura segura por dias, mesmo num calor de 40ºC.
É a diferença entre passar a viagem preocupado se o frigobar do hotel funciona ou esquecer que a insulina está lá, segura e protegida na sua mochila, enquanto você curte a vista.
Sua única preocupação na viagem deveria ser qual filtro usar na foto, e não se sua insulina sobreviveu ao trajeto.
Viaje leve, viaje seguro.
