Todo mundo sabe que exercício físico é fundamental, e para quem tem Diabetes Tipo 1, ele é um pilar do tratamento. Mas vamos falar a verdade? A relação entre "DM1" e "Academia" nem sempre é um mar de rosas.

Existe um fantasma que assombra a esteira de todo diabético: a hipoglicemia de treino. Aquele momento em que você está no auge da aula de spinning e sente a perna tremer diferente. Você para tudo, senta no chão e lá se vai o ritmo do treino (e a motivação).

E não é só a glicemia. Tem a logística. Quem usa bomba de insulina ou monitor contínuo sabe o drama: onde colocar o receptor? A bomba fica pendurada no short, cai do bolso, o fio enrosca no aparelho... É irritante e desconfortável.

Transformando o medo em performance

A boa notícia é que dá para ser um atleta (ou apenas um frequentador assíduo da academia) com DM1 sem viver estressado. O segredo não é mágica, é preparação e o equipamento certo.

  1. O "Combustível de Foguete" no Bolso: Nunca, jamais, comece um treino sem correção rápida no bolso. Esqueça a barrinha de cereal que demora para fazer efeito. Géis de carboidrato ou pastilhas de glicose são essenciais porque agem rápido e são fáceis de carregar. Se sentir que vai cair, corrige e continua.

  2. Chega de malabarismo com dispositivos: Você não precisa treinar segurando o celular ou com a bomba balançando. Existem cintos e faixas de corrida super discretos, feitos de material que não esquenta, desenhados especificamente para segurar a bomba de insulina, o celular e a glicose de emergência. Eles ficam firmes no corpo e você esquece que estão lá.

Treinar com DM1 exige um planejamento extra, sim. Mas quando você tem a segurança de que a correção está à mão e seus dispositivos estão seguros, o único foco passa a ser bater sua própria meta.

Equipe-se e bom treino!